quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ELE VIRÁ...ISTO SÓ DEPENDE DE NÓS

I

Tudo é plena escuridão
Os contornos do que me cerca
Não os vejo;
A minha alma pesa
Não entendo bem
Estes sentimentos e sensações
Surgem abruptamente
Derrotam o meu discernimento
Se exteriorizam em atos
incontroláveis,abruptos;
A cada ato,
O mundo me pesa mais
Cheia de pecados
Luxúria,ira,gula;
Descontrole,
Como o do cavalo selvagem,
Que cavalga,cavalga
Não permite sela,nem freios,
Escoiceia os ares
Não há domador
Corajoso o suficiente para domá-lo.
Idem em mim
A coragem se foi,
Minha alma cavalga,
Sem freios ou limites,
Cercada de escuridão,
Acentuando-a cada vez mais.
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II

No meio desta escuridão,
Vejo os contornos de uma cruz,
Eles estão meio apagados;
Uma estranha sensação me toma
Me aproximo dela
Um homem com seu corpo destruído;
Mesmo com seu corpo esfrangalhado
Percebo um iluminar sutil
entretanto,os raios que dele partem
buscam o infinito;
Que paradoxo:
Um ser esfrangalhado preso a uma cruz,
emitindo uma Luz,que penetrava o Tudo,o Todo...
Me aproximo mais,
Há sangue
Estou mais próxima dele,preciso tocá-lo,
Gotas de seu sangue me banham;
Agora,em mim, há sombras,
Há claridade e escuridão,
Que se degladiam,em mim...
Meu coração bate descontrolado,
Uma pomba branca pousa sobre minha cabeça
E bica minha testa,
O bailar de suas asas ruidosas,
Me assustam....
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III

No horizonte,algo avermelhado
Parece subir
Há um novo alvorecer,
Cheio de matizes e tons,
Não encontrados no que se vive no agora,
É realmente um alvorecer todo diferente!
A claridade me permite
Enxergar melhor a mim e o que me cerca.
Uma sensação de paz me invade
Entrego -me ao fruir de descansar
Nesta paz que está presente
E me invade.
Procuro a cruz,
Quero ver melhor a cruz,
Num instante,o crucificado
Não está mais ali.
Silencio o meu coração,
Surge,num átimo,
Uma arca,
Diante dela,
Meu coração arde,
Abro-a e encontro um livro iluminado
Luz resplandecente,
Semelhante a que irradiava do crucificado,
Esta Luz me invade,
Busco o Livro, e começo a lê-lo,
Meu intelecto,meu discernimento são iluminados:
Surge a Sabedoria a partir da Razão.
Meu coraçao brilha no peito,
Surge uma grande culpa;
Confesso as minhas trevas.
Sinto vir da Luz,
o Perdão :sou envolvida por Amor.
Entrego-me ao silêncio do meu interior;
Vejo,dentro de mim,
Através da Luz,
O meu ser,é Tenda para a Luz,
Porém pontos de escuridão
Ainda o preenchem...
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IV

Volto a tomar o livro,
Percebo escrito em ouro,na arca:
Arca da Nova Aliança;
Leio mais o tal livro,
Sinto-o como uma torrente d'água,
quanto mais o leio,
Maior a sede por esta água...
A cada linha lida,
Sinto resplandecer em minha alma,
A paz e o amor,
Que a Luz do Crucificado,
Trouxe.
Porém,não só Paz,
Não só amor,
Mas sinto que Ela tomou o meu Ser
Me desestruturou,
Transformou-me;
Fez explodir a minha estrutura de crenças,
Causou,no meu interior,uma revolução.
Não sou mais a mesma
De sentimentos novos sou preeenchida,
Me sinto abraçando o mundo,
Com Amor.
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V

Me contam:
Aquele homem na cruz
Renasceu,três dias,após sua morte na cruz.
Ouço a voz da Mãe Maria me ensinar:
Ele, o Deus Conosco
Renasceu no coração,
De todos que o seguiram,
Nos ensinamentos lavrados
No livro da arca.
E souberam amá-lo e aceitá-lo em seus corações;
Que fizeram a entrega do seu Ser a Ele,
Para que seu Reino pudesse
Fazer habitação no seu coração.
A Mãe me diz que havia ganho um presente.
A pomba reaparece,
Penetra dentro do meu Ser,
Uma explosão de Luz ocorre:
Do meio desta,
Surge um Menino-Luz,
Na manjedoura do meu coração.
O estranho alvorecer trouxe o Sol,
Que ora reina dentro do meu Ser.
Entretanto, a Mãe me entrega uma Espada,
Me reveste com uma armadura do Seu Amor,
Sela minha boca para as vãs palavras;
Sou jogada no meu Sagrado Oráculo do Meu Silêncio Interior.
À medida que me banho
Nas Torrentes das Águas
Das palavras do livro da arca,
Vejo-me abrindo as portas fechadas
E escuras,da minha alma.
A cada porta aberta,transformo escuridão em luz.
Gradativamente,elas se abrem e se abrirão.
Descobri que a Espada
É para batalhar
A fim de preservar
E expandir a Luz e o Amor,
Em mim,
Com compromisso de contagiar outros.
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VI

Em adoração,diante do ostensório,
Meu interior se enche de labaredas,
Sou tomada de intenso sentimento de Amor,
A Mãe me diz:
Este é Meu Filho Amado,Jesus Cristo,
Que foi colocado na manjedoura do seu coração,
Ele é puro Amor,
Ele,com Plena Autoridade,
Te exorta a ler o Livro da Arca,
E com Sabedoria,levar o Seu Conteúdo
A todos os rincões da terra,visíveis e invisíveis,
Ao sentido humano da visão;
Que todos,sobre a face da terra,
Aprendam a contemplar o Amor
Que flui da Cruz do Crucificado;
È preciso que todos os corações se abram
Para que sua Luz os habitem,
Pois,a Luz emanada,na sua Ressurreição,
Foi presenteada a todos,
Ele quer ser colocado na manjedoura do coração de todos;
Todos os seres humanos,
Quiçá,todos do Universo.
O amor à palavra do Livro da Arca,
Deve inflamar a todos,
Um batalhão de iluminados
É convidado a lutar
Para que só a Luz prevalesça sobre tudo,
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VII

Com o intento de que a Divina Luz
Nunca se apague,
Contemplando a Cruz do Ressuscitado,
Me vem a imagem da Santa Ceia:
Jesus Cristo oferece o Pão,digo o seu Corpo
Em seguida,enche os cálices
De Vinho,digo,o seu Sangue
De novo, aparece a pomba branca
Que paira sobre os cálices e o pão
Unificando-os.
Então, vejo na Cruz do Crucificado,
Na intercessão das hastes horizontal e vertical,
Uma nuvem esbranquiçada dela sair
Arredondada.
Contemplo com mais cuidado:
A nuvem é o Jesus Cristo
Diáfano...
Eu me prostro diante dele e o louvo!
Quando levanto a cabeça,
Outra bela visão:
A Hóstia Consagrada,irradiando Luz,
O Cristo unificado através do seu sangue e do seu corpo,
Pelo Espírito Santo.
A Eucaristia,
O sinônimo de Luz a brilhar,
a inflamar
o Coração daqueles que A recebem em seus corpos.
Basta olhar a Igreja de Pedro,
Após a Santa Missa:
A Luz do Crucificado,
Enche toda a Igreja,
Iluminando mais e mais
A face da terra.
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VIII

Muitos leram,
Estudaram e Proclamaram
o Verbo do Livro da Arca.
Vejo crescer as Pessoas -Luz
A Iluminar a face da terra.
Como multidões e multidões
Se tornaram luzes e a emitem
A tantas outras milhares de pessoas...
Com isto,não só o Sol brilha,
Mas os homens já tem sua Luz própria,
E, não são como a Lua,
Que brilha por causa do astro-rei.
O briho destes vem
Do Cristo dentro de cada Ser Único,
Tornando a terra um grande Sol.
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IX

Hà um alarido lá fora,
Saio de casa,
Ouço vozes que louvam,
glorificam,exaltam,adoram Algo...
Concomitantemente ouço choro,
Gritos com pedido de piedade e misericórdia,
Soluços,
Olho aquela multidão ,com olhos voltados pra o céu,
No meio do rebuliço,alguns tem lágrimas nos olhos,
Procuro a razão de tantas manifestações antagõnicas,
Tristeza e Alegria;
Olho na direção para que todos os rostos,
iluminados por uma intensa luminosidade,
Vinda de fora,
Estão voltados,
Uma Luz ofusca a minha visão
Que com persistência,me permite ver
O que vem do céu:
Algo ainda não muito nítido
Me parece que cercado de uma infinidade
De anjos,talvez arcanjos e serafins;
Não sei identificar em meio a tanta Luz
As hierarquias do Alto...
Algumas faces expressam susto...
Se faz profundo Silêncio;
O que vejo me arrepia,me faz tremer,
quase me leva a questionar a minha saúde mental...
Vejo o Homem Crucificado e Ressuscitado,
Agora,em sua Plena Beleza.
Luz Plena.
Ele já perto da terra,fala,
Com uma voz tronante:
As profecias se cumpriram.
Agradeço a todos os que venceram...
Deixaram que Eu tomasse conta dos seus corações,
O Amor neles floresceu,
A Luz se intensificou
Com isto iluminaram o mundo,
Permitindo assim,o criar a condição
Que permitiu a minha Volta
Aqui estou:
O Reino dos Céus ,agora, também está na Terra.
O REINO DO AMOR AGORA É!
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X

Que barulho ensurdecedor!
Isto é hora do despertador tocar?
Sonho ou Realidade?
Acordei!
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